Museu nos EUA é atração obrigatória para apaixonados por Mustang
12/09/2018

Museu nos EUA é atração obrigatória para apaixonados por Mustang

Cinquenta e quatro anos após seu lançamento, o Mustang ainda é o queridinho entre qualquer admirador de carros quando o assunto são as máquinas clássicas e potentes – um “muscle car”, como esses veículos são conhecidos entre os apaixonados por velocidade.

São seis gerações que contaram com pequenas e grandes mudanças de design e de performance, mas que, ao longo dessa evolução, sempre mantiveram o carro entre os mais desejados por qualquer jovem recém-habilitado desde a metade dos anos 1960 – o primeiro Mustang foi lançado em abril de 1966 – até a atualidade. Afinal, quem é que negaria dirigir uma belezinha dessas?

E como sucesso não existe sem uma boa história e uma trajetória de respeito, o Mustang ganhou seu espaço no The Henry Ford Museum, um complexo histórico que fica na cidade de Dearborn, no estado norte-americano do Michigan, e que permite aos visitantes experimentarem a sensação de viver um dia em outro século.

Considerado o maior museu de história com áreas internas e externas dos EUA, o local tem 91 hectares de extensão e recebeu 1,8 milhão de visitantes somente em 2016, segundo relatório mais recente divulgado pela entidade. Como a história norte-americana é contada também por meio da evolução dos carros produzidos pelo país, esta é uma parada obrigatória no roteiro de qualquer amante de carros.

A exposição Driving America (Conduzindo a América, em tradução livre do inglês) reúne carros que entraram para a história – desde o original mais antigo que resistiu à passagem do tempo, o Ford Roper 1865, ao protótipo do Mustang I Roadster, fabricado em 1962, até o primeiro veículo híbrido da Ford, o Prius, lançado em 2002.

Todos ajudam a narrar como a inovação automotiva influenciou as vidas e a história do país, além de proporcionarem uma das mais impressionantes viagens no tempo.

Eles entraram para a história

A coleção ainda conta com carros que tiveram participação direta na construção política dos EUA: os veículos presidenciais. Lá está a Limousine Lincoln Continental onde o então presidente John F. Kennedy foi baleado e morto, em 22 de novembro de 1963. Após o trágico incidente, o carro foi reconstruído e usado posteriormente pelos presidente Lyndon B. Johnson e Richard Nixon.

Ainda focando na parte histórica dos carros, o museu também preserva o ônibus General Motors, onde a ativista Rosa Parks se negou a ceder seu lugar para um homem branco, em dezembro de 1955, durante o regime de segregação racial no estado do Alabama.

Além de abrigar partes importantes da inovação tecnológica dos EUA, o museu também conta com a vila Greenfield, que recria todo o cenário da época, das casas, comércios, meios de transporte e às pessoas – que, vestidas conforme os trajes típicos, contam histórias de antigos moradores e de como era viver naquele tempo. Para aumentar ainda mais a imersão, os visitantes ainda podem dar um passeio num Ford Modelo T original. Demais, não?

Para além de todo o valor histórico e cultural, o local ainda preserva uma relíquia curiosa: um tubo de ensaio com o último suspiro de Thomas Edison, inventor e cientista americano, que morreu em 1931, e que Henry Ford considerava seu grande herói.

Depois dessa verdadeira viagem no tempo cheia de referências históricas, ninguém pode dizer que carro não é cultura, não é mesmo? Gostou da ideia? Agora é só se planejar, fazer as malas e chegar cedinho para curtir essa aventura – o museu funciona todos os dias, das 9h30 às 17h.

O valor da experiência completa é de 75 dólares por pessoa – com descontos para idosos e crianças – e inclui os passeios pelo museu, vila temática, fábrica de automóveis da Ford e sessão num telão gigante com filmes sobre a história norte-americana.

Veja algumas fotos da exposição:

Roper 1865, carro movido a vapor

 

 

Mustang I Roadster 1962

 

 

Limousine do presidente John F. Kennedy

 

 

 

Versão restaurada do ônibus de Rosa Parks

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