Design e itens Ford
22/08/2018

Design e itens Ford

Você já parou para pensar como nasce um carro? Como ele é pensado, planejado, testado? A Ford decidiu mostrar aos seus consumidores todas as etapas envolvidas no planejamento e na criação de seus carros. Detalhadamente, eles mostram o passo a passo que a empresa realiza sempre que pretende lançar um novo modelo, com alguma tecnologia diferenciada, porém sempre utilizando o padrão personalizado da Ford.
Em 2016 a Ford promoveu uma iniciativa chamada “Ford Design Felling”, evento que foi realizado em São Paulo, na época, e que mostrou o processo de criação de seus carros globais, onde foi possível que pessoas comuns entendessem todo o planejamento, pesquisa e elaboração de esboços de um carro Ford.
Para que a ideia saia do papel, antes são necessários anos de pesquisas junto a consumidores de diferentes lugares e com diferentes perfis, para que o carro seja elaborado da melhor forma possível e atenda ao maior número de pessoas de acordo com suas reais necessidades e expectativas.

Processo de criação inicial

Antes do projeto ser iniciado, especialistas estudam todos os consumidores e fazem esboços de como poderia ser o novo modelo. (Foto: Divulgação)

A Ford busca a constante evolução na hora de desenvolver um automóvel. Sempre antenada com as novas tecnologias, a montadora procura desenvolver carros que atendam aos consumidores em beleza, potência, qualidade e segurança, sempre respeitando à sustentabilidade.
Para iniciar o design interior de um carro, por exemplo, a Ford precisa levar em consideração que o veículo poderá ser usado por pessoas bem diferentes fisicamente umas das outras. Umas com estatura mais baixa, outras mais altas, umas mais magras, outras mais gordas. Esse é o ponto de partida inicial quando se pensa em desenvolver um novo modelo de carro.
Quando a equipe de Marketing Estratégico finaliza os estudos e com os consumidores e define o público alvo, entra em ação a equipe de design.

Etapas e processos do design

Já com os estudos da equipe de marketing em mãos, os designers entram em cena para iniciar a execução do projeto. É nessa fase que são realizados os esboços, croquis e desenhos manuais e também as impressões em 3D, que utilizam argila plástica sintética, ou clay, espumas, tecidos, elementos químicos e tantos outros materiais para o desenvolvimento de um protótipo bem elaborado do novo modelo.
Juntando os materiais e ferramentas necessárias mais uma dose de criatividade, a equipe de design começa um trabalho mais avançado junto à equipe de modelagem, que darão a verdadeira forma ao projeto.
Os modeladores utilizam todos os materiais necessários para desenvolver e esculpir o novo modelo de veículo, sempre fazendo ajustes finos e de proporções com o auxílio e orientação de um designer do projeto.

Trajes de pesquisa de segurança

O uso dos trajes são essenciais na fase de testes do veículo, após o desenvolvimento do design completo. (Foto: Divulgação)

Após a realização do protótipo de argila, a Ford também mostrou seus trajes especiais: o traje de gravidez, o de terceira idade, o de embriaguez e o das drogas.
As roupas foram criadas para a realização de testes, que visam atender às necessidades desses quatro tipos de pessoas que poderão vir a dirigir o carro. Nesses casos são estudadas novas medidas de segurança para evitar qualquer tipo de acidente de transito por negligência do motorista ou também do próprio veículo.

Traje de gravidez

No traje de gravidez, por exemplo, são adicionados aproximadamente 13kg ao usuário, para que ele sinta como seria dirigir um automóvel estando fisicamente limitado para tal ação. Para torná-lo ainda mais real, o traje é desenvolvido com acessórios que simulam a cabeça e o corpo do feto, bem como uma bolsa de água de uns 2 litros.

Traje de terceira idade

Para a realização dos testes para usuários idosos, a Ford desenvolveu um traje que reduz a capacidade do usuário de se locomover, mostrando claramente às dificuldades e limitações físicas de uma pessoa da terceira idade na hora de dirigir o carro. Dentre os acessórios que compõem o traje especial, estão uma cinta de cotovelo e suspensórios que reduzem a articulação de cotovelos e joelhos do usuário, o que torna muito mais difícil ficar em pé ou se movimentar rapidamente dentro do veículo.
Além das articulações, o traje conta com uma luva sem dedos, que diminui a força para segurar ou apertar qualquer objeto e também conta com pesos nos pés e simulam a dificuldade para apertar os pedais e óculos que reduzem a visão, pois existem muitos idosos que possuem problemas de vista, desde os mais simples até os mais avançados, como a glaucoma, por exemplo.

Traje do motorista embriagado

Esse traje foi desenvolvido para a realização de testes e simula os perigos de quando um usuário está dirigindo alcoolizado. Para deixar a sensação de se estar dirigindo embriagado mais realista, o traje conta com um tapa-orelhas, que dificulta e retarda a audição, óculos escuros que o deixam com dificuldades para enxergar, além de mostrar imagens avulsas e irreais que podem aparecer durante a direção, por conta do alto nível de álcool no sangue. Há também uma limitação nos movimentos que afeta a coordenação, a força e o equilíbrio que são feitas devido o uso de bandagens especiais em cada ponto do corpo como o pescoço, tornozelos e pulso.

Traje de usuários de drogas

O traje de testes para usuários de drogas é bem parecido com o de usuário alcoolizado. Além das dificuldades de se movimentar e concentrar, ele consiste em mais um acessório que é o óculos com luzes que piscam, simulando os efeitos de algumas drogas mais comuns como a cocaína, a maconha, a heroína, o LSD e o ecstasy, que podem afetar a mente, a visão e a percepção do usuário, tornando-o um risco no volante para si mesmo e também para os outros, assim como o alcoolizado.

O uso dos trajes em fases de testes dos carros é estritamente necessário para garantir a segurança, o conforto e a mobilidade do automóvel para diferentes tipos de pessoas e situações. Claro que o recomendado é que uma pessoa que tenha bebido ou usado alguma substância química não dirija, porém sabemos que essa realidade não está no nosso controle 24 horas por dia. Por causa disso, a Ford realizou pesquisas no mundo todo e descobriram que mais de 74% das pessoas, geralmente jovens e do gênero masculino, já dirigiram alcoolizadas ou viram alguém fazer o mesmo.

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